
Uma Dó-Si de madrugadas… -
“Ao calar da madrugada serena
Onde sobram apenas: calma e criatividade
O dueto “grilo e violão” fazem a alma vibrar
O silêncio, não pleno, serve como amplificador
As notas saem limpas… Doces… Confortantes
De dó a si, dentre suas variantes
Revelam o inconsciente fulgurante
A endorfina liberada percorre as veias
Chega aos dedos, que transformam em musica
Toda aquela energia retida ao longo do dia
Os olhos fecham-se lentamente ao passo que
Os dedos fugazes deslizam nos trastes
É envolvente… Perpétuo… Vigoroso…
As cordas amarram-se às emoções
O timbre dos sentimentos ecoa pelo universo
Uma verdadeira amálgama de corpos flutuantes
Uma autêntica anastomose entre homem e violão
E quando o instrumento incorpora-se ao ser
Toda aquela ordinariedade momentânea se esvai
E da vazão a um momento único, eterno e sublime
Uma relação tênue como carne e unha
Ao mesmo tempo rijo como Mãe e filho…
Só quem sente ou já sentiu sabe
Que não há exageros em meus versos.
Por: A.A.L
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