
Sabem-se quem viu?
Ninguém sabe, ninguém viu
Mas eu vos digo, digo o que se viu
Um sujeito homem em sua fúria
Queimou a bandeira do Brasil
As cinzas deixadas, em seu retrato árduo,
Concederam à esbelta pátria verde-amarela
Um cenário oculto de desgrado-mazela
Condenado, Tal sujeito homem foi,
Um fardo socio-racial que de ancestrais fora herdado
Assim como a tão histórica quanto falsa alforria
O homem melaninado tornou-se segregado
Se aboliram o tronco, esqueceram-se das chibatadas
Pois, ondas sonoras de um sofrer contínuo
Viajaram por séculos e ainda são escutadas
Desde quinhentos anos que vos antecedem
Vive o império dos notáveis
Que de nota em nota, vão sugando
A alma dos cujo não lhes devem
Contudo… Se fossem somente notas, estas se fossem…
Por: A.A.L
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